Como a pandemia pode afetar o comportamento das crianças e adolescentes

Como a pandemia pode afetar o comportamento das crianças e adolescentes

Soprou como um vento arrebatador, no fim de abril, o anúncio feito por autoridades epidemiológicas da Suíça de que crianças abaixo de 10 anos “raramente são infectadas e não transmitem o novo coronavírus”. Seria uma vitória para os avós que, depois de longo inverno, poderiam enfim rever os netos, de quem se distanciaram por imposições sanitárias. Mas não. Outros trabalhos científicos, publicados na trilha daquele estudo pioneiro, com a notícia libertadora, baixaram o tom e estragaram um tantinho a festa que mal fora marcada. É verdade, a taxa de infecção infantil é baixíssima: no Brasil, do ponto de vista estatístico, meninos e meninas de 1 a 5 anos representam 0,1% das mortes, e de 6 a 19 anos, 0,4%.

Não há, contudo, conclusão confiável de que não sejam vetores do microrganismo. Pode ser que sejam, e seria irresponsabilidade dizer o contrário — e a Organização Mundial da Saúde (OMS), sempre cuidadosa, como deve ser, disse não haver quantidade suficiente de levantamentos para sustentar certezas absolutas.


Fonte:
https://veja.abril.com.br/saude/como-a-pandemia-pode-afetar-o-comportamento-das-criancas-e-adolescentes/

Deixe um comentário

×