Adotar uma criança é escolher ter um filho

Adotar uma criança é escolher ter um filho

Ter ou não ter um filho?

A decisão de ter um filho é uma das coisas mais sérias e importantes na vida de qualquer pessoa. Muitas pessoas, quando não chegam a refletir sobre, correm o risco de comprar sem saber o “pacotão todo”: crescer, trabalhar, encontrar alguém, engravidar, criar um filho, etcetera. Neste caso, o risco de frustração é iminente, já que, os padrões são sempre inatingíveis em alguma medida.

Mas quem disse que ter filhos é um desejo natural? E quem disse que engravidar é a primeira ou única via de se alcançar este objetivo? É certo que a sociedade não tarda a cobrar os casais, e até mulheres solteiras em idade “de ter um filho” sobre quando chega o primeiro rebento. É certo também que quem escolhe não ter um filho sofrerá os julgamentos pela sua decisão e terá que se virar para justificá-la por um bom tempo pela vida. É preciso desconstruir algumas ideias que nos chegam prontas para compreender nossos desejos

Gestar ou adotar?

Bom, se gerar filhos não é um processo isento de (muitas e difíceis) escolhas, adotar também o é. Mas, uma vez que pensamos em ter filhos, a adoção surge no mesmo plano que a gestação? No episódio #182, o Podcast Mamilos debate sobre como a questão entre gestar e adotar são apenas diferenças “logísticas” na maneira de ter um filho. Esta colocação nos possibilita ver a adoção como ela realmente é, sem que nossos preconceitos e pré-julgamentos nos afastem da ideia central: adotar uma criança é escolher ter um filho.

A adoção é uma via de mão dupla

Se a família escolhe adotar, a criança em situação de acolhimento institucional também tem direito de escolha. Talvez a diferença entre gestar e adotar esteja, em partes, aí: a adoção é uma via de mão dupla. Para além do desejo de uma família ou de uma pessoa em ter um filho por meio da adoção, está a questão central do direito da criança e do adolescente em ter uma família:

É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (Redação dada Pela Emenda Constitucional nº 65, de 2010)


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